Familia Garrau Natal em Braga 1947

Familia Garrau Natal em Braga 1947

Entre a 1ª fotografia do clã reunido
em Braga e a 2ª fotografia do 1º Almoço Convívio da Família, passaram 60 anos
A primeira foi tirada em Braga, mais exactamente na Serra do Gerês,no dia de
Natal de 1947,durante o passeio após o Almoço de Natal.
A segunda foi tirada nos jardins de Montes Claros,Lisboa, em Outubro de 2007,no
Almoço Convívio que reuniu grande parte da família


Familia Garrau 2007

Familia Garrau 2007

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

EXPLICAÇÃO DEVIDA A QUEM ME ATURA




Quase exclusivamente, uso o facekook para colocar lá fotografias e vídeos da família, para que os mais novos conheçam familiares além dos Pais, se é que os conhecem bem. Declaro que não pretendo ser uma realizadora ou fotografa cinco estrelas. Pelo contrário, quase tudo neles está mal: ou a música não entra nos tempos devidos, ou as fotografias são péssimas, mas isso para mim não tem grande importância. O que me importa realmente é guardar o mais possível e de todas as maneiras, recordações da família a que todos nós, quer gostemos ou não, pertencemos. A conclusão que cheguei é que os velhos esquecem que foram já foi nova e não se preocuparam muito com a geração anterior à sua. Os jovens, esquecem-se que serão velhos, que os filhos vão debandar para outras famílias, e assim deve ser, que terão filhos que lhes darão alegrias e desgostos tal como eles deram aos pais. A velhice deu-me a sabedoria de compreender que não é por sermos filhos e pais biológicos que devemos amarmos uns aos outros. Há tantas coisas e acções a comandar esses sentimentos! É por isso que a Familia,para mim é tão importante. Rodeada de gente, os meus pais, duas avós, uma fada madrinha chamada Chicha, fui desde criança uma pessoa muito solitário e encontrei na Avó Maria, na sua simplicidade de mulher rural, uma maravilhosa compamheira.Também ela, rodeada de gente, não participava na sociedade tagarela e banal que se vivia no andar de baixo, mas estava tão cheia de recordações, dos seus tempos de criança, de rapariga, de mulher casada, subitamente vivendo num ambiente de luz, ruido, pessoas diferentes daquelas com quem tinha convívio até então, que nunca estava sozinha. Jamais construíra um muro à sua volta, isolando-a nos seu achaques-nos seus momentos de profundos desgostos, na saudade que sentia do passado. Ela vivia alegremente desse Passado. que só possuindo  uma família, mesmo que essa família não esteja  presente, relembrando os dias em que nos sentimos felizes e os outros em que pensámos que nada nos restava e no fim surgiu  algo que nos renovou a esperança, a maneira como soubemos armazenar tudo isso, para termos sempre algo que nos conforte na solidão. E como duas cúmplices, eu perguntando, ele contando, foi assim que fiquei com esta mania de guardar tudo o que possa sobre aqueles a quem pertenço. Eu não quero ser um individuo, embora desde alguns tenha tentado ser uma Pessoa. Mas eu nunca serei nada se não aceitar que tudo o que sou, com exceção dos meus prorios”eus” devo aos meus antepassados à minha  Familia.
Pretendo deixar aos meus filhos, aos meus netos, aos meus bisnetos, um abundante capital da sua história. Muitos avisam-me: mas tu pensas que eles vão liar alguma coisa a isso? Se não ligarem paciência Além disso tenho-me divertido tanto a escrever aqui, no meu blogue, em fazer,mal ou bem os vídeos dos acontecimentos nos quais parte da família tem participado,que”tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
Mas receio muito que o Blogue dos Garraus, o Garrau Grupo ,a Confraria dos Pássaros Garraus, vá acabar como começou: com  A gazeta dos GarrausPrincipalmente porque eu e a ana gostamos muito de a fazer e divertimo-nos imenro com os episódios desesperantes e cómicos que temos que vencer em certas ocasiões

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