Um local para todos os Garraus, incluindo os da Holanda, darem noticias, enviarem fotografias, informarem se vão ser pais, avós ou bisavós, se lhes saiu o totó- milhões (prometemos não dizer a ninguém) e até os primos agricultores podem falar dos seus produtos, das sementeiras e das colheitas. O Blogue parece um bocadinho bisbilhoteiro? Não é por mal. Mas estamos felizes por termos uma família grande e com quem será um prazer conviver. Mesmo se for apenas através da Net
Familia Garrau Natal em Braga 1947
Entre a 1ª fotografia do clã reunido
em Braga e a 2ª fotografia do 1º Almoço Convívio da Família, passaram 60 anos
A primeira foi tirada em Braga, mais exactamente na Serra do Gerês,no dia de
Natal de 1947,durante o passeio após o Almoço de Natal.
A segunda foi tirada nos jardins de Montes Claros,Lisboa, em Outubro de 2007,no
Almoço Convívio que reuniu grande parte da família
Familia Garrau 2007
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
A pior ruga é a que se instala na alma
segunda-feira, 29 de março de 2010
AS GERAÇÕES MAIS NOVAS
dêem o seu contributo para a “saga” dos Garraus que nós, os mais velhos, tentamos fazer
E mais pena tenho que não se apercebam do motivo porque o fazemos. É certo que o fazemos porque gostamos e que ninguém nos encomendou recordar o passado para que ele esteja presente no futuro. Mas é muito desolador sermos apenas “uns”e não pessoas que têm antepassados comuns que nos legaram tradições e costumes e que fazem o possivel pormanter esses elos.
Mas compreendo-os.A vida tornou-se tão frenética, tão cheia, que nem dá para ver como por vezes ela é vazia. Também é mais fácil escrever no face book do que num blogue. O blogue tem que ter uma alma. Podemos dar erros ortográficos, indesculpáveis nos meus tempos de instrução primária, mas isso não impedirá que os sentimentos que pretendemos exprimir sejam compreensíveis. E para maior parte dos nossos jovens, além de ser difícil escrever é ainda mais difícil expressar ideias.
Por outro lado, têm tanto à sua disposição! No nosso tempo (e não uso este termo como uma bandeira) não havia televisão, jogos on line, playstation.Não saíamos com grupos de amigos podendo regressar à hora que quiséssemos. Não íamos para campos de férias sem os pais. Isso deixava-nos imenso tampo para pensar. Porque nas horas não ocupados pelo estudo e por aquilo que chamávamos obrigações (obrigação de arrumar o quarto antes de ir para a escola, obrigação de pôr a mesa, obrigação de ajudar,) restava-nos pensar, principalmente quando já não brincávamos com bonecas ou o arco e a vareta. Não se tratavam de altos pensamentos filosóficos, dávamos apenas livre curso à imaginação
Eu tive a sorte de, num período importante da minha vida, dos 11 aos dezoito anos, conviver com a minha avó Maria,que vivia connosco em Braga.
Por razões diversas éramos duas solitárias. Ela, porque devido a males do coração, não podendo frequentemente ao rés do chão vivia confinada no seu quarto, tendo por interlocutora avó Eucária. Eu, porque gostava muito de ler e pouco de falar (como eu mudei com respeito ao falar!) passava a vida no meu quarto, mesmo ao lado da avó Maria.
Aprendi rapidamente que a avó era uma infatigável contadora de histórias, não só de lendas, contos tradicionais, dos reis de Portugal e suas respectivas esposas, mas histórias da sua aldeia, da família, dos parentes, do seu casamento, do marido, dos tempos em que viveram em Lisboa e depois no Casal, até o Avô Ferreira morrer.Com treze anos eu conhecia a família tão bem como se sempre tivesse vivido com eles. Fazia-me ter calor quando falava no verão nas Carreiras e sentia-me aconchegada quando descrevia a grande cozinha da aldeia. Conheci assim o Zé Vineta e a Virtudes.Fez-me até sentir o sabor das belas cerejas do Casal da Cerca, o cheiro do trem em que se deslocavam a Torres Vedras.
Sem televisão, sem telemóvel para falar com as amigas, sem o Messenger, sem mesada, sem charros, a avó Maria, e as suas recordações tão vivamente recordadas foram as minhas grandes companheiras. e penso que foi ela que criou em mim, estas fortes raízes onde se fixa o meu entusiasmo. pelo passado.
Nos sessenta a anos de intervalo entre essa época e o momento presente, também escrevi pouco, não tive grandes ideias não me tornei peregrina dos lares familiares.Também eu vivia a minha vidinha não esquecendo os costumes familiares,as recordações da avó,mas sem me deter nelas ou desejar transmiti-las
Quase por acaso,num brincadeira, a Gazeta dos Garraus foi o grande elo de ligação entre alguns de nós.aproximando a familia,revendo parentes que já não víamos há muito,fazendo que os mais jovens se conhecessem.
O nosso magnífico 1ºAlmoço Convívio não foi repetido com o mesmo interesse? Que havemos de fazer? Os que nos reunimos nos nossos bem-humorados e apetitosas almoços, somos bastantes.
Os jovens não colaboram? Tenho pena, mas concordo que as suas inúmeras ocupações serão bem mais interessantes que escreverem no Blogue:- Olá pessoal, estamos vivos, não temos é tempo, nem assunto para cotas”… sigamos em frente. E pensemos como o filósofo:
“ah! se os novos soubessem e os velhos pudessem!”
O