No ano de 1963, e numa situação bastante grave que passámos, a Malena prometeu que se tudo acabasse bem iríamos a Fátima a pé. Felizmente tudo acabou pelo melhor, e em 7 de Junho de 1965, faz hoje precisamente 46 anos, começámos a nosa caminhada. Como a história é bastante extensa vou dividi-la em 3 publicações.
Dia 7 - Segunda feira
Como morávamos na Rua do Mirante apanhámos o autocarro até Moscavide, por ser o final do concelho de Lisboa. A primeira paragem foi em Alhandra para almoçarmos, em casa da família Ralha, onde aproveitámos a amizade que existia entre as duas famílias, para além do almoço descansarmos um pouco. Ao fim da tarde voltámos á estrada para ir até ao Carregado onde jantámos e pernoitámos no Restaurante Diniz. Caso curioso foi o dono do Restaurante exigir que provassemos, através do Bilhete de Identidade, que eramos casados. Outros tempos.
Quilometros andados: 16 + 15 = 31
Dia 8 - Terça feira
Depois de tomado o pequeno almoço seguimos para a Azambuja onde almoçámo e descansámos por amabilidade do dono do restaurante, que tinha um quarto nas traseiras e o pôs à nossa disposição para descansarmos um pouco. Ao fim da tarde rumámos em direcção ao Cartaxo, onde jantámos e dormimos numa espécie de camarata, pertença da "tasca" onde jantámos. Foi um dia muito difícil, pois as dores nos pés e nas pernas eram muitas. A Malena estava em tal estado, que uma jovem da "tasca" nos arranjou àgua quente para escaldarmos os pés e não se conteve a dizer "ai a senhora assim não chega a Fátima". Felizmente chegou, embora com muita dificuldade na parte final do percurso. Quilometros andados neste 2º dia: 11 + 13 = 24
Um local para todos os Garraus, incluindo os da Holanda, darem noticias, enviarem fotografias, informarem se vão ser pais, avós ou bisavós, se lhes saiu o totó- milhões (prometemos não dizer a ninguém) e até os primos agricultores podem falar dos seus produtos, das sementeiras e das colheitas. O Blogue parece um bocadinho bisbilhoteiro? Não é por mal. Mas estamos felizes por termos uma família grande e com quem será um prazer conviver. Mesmo se for apenas através da Net
Familia Garrau Natal em Braga 1947
Entre a 1ª fotografia do clã reunido
em Braga e a 2ª fotografia do 1º Almoço Convívio da Família, passaram 60 anos
A primeira foi tirada em Braga, mais exactamente na Serra do Gerês,no dia de
Natal de 1947,durante o passeio após o Almoço de Natal.
A segunda foi tirada nos jardins de Montes Claros,Lisboa, em Outubro de 2007,no
Almoço Convívio que reuniu grande parte da família
Familia Garrau 2007
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terça-feira, 7 de junho de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Velhos Tempos
Quando o Tio Henrique se deslocava a Montalegre ficava hospedado na Pensão da Aninhas(que era a única que havia), onde passava bons momentos de convívio com as figuras da terra ou lá destacadas, como seja os Juízes, o Delegado de Saúde, os elementos ligados aos Serviços Fitosa-
nitários que analisavam o estado dos batatais, as forças policiais, militares, etc.. Igualmente havia momentos de humor como por exemplo, a empregada da pensão bater à porta do quarto e dizer: "senhor doutor juiz despache-se que o bidé é preciso para as meninas do senhor Campos Ferreira". Devo esclarecer que o bidé era da "comunidade", pois não havia mais nenhum. Para tomar banho era usado um alguidar muito grande, porque não havendo casa de banho não havia banheira. É claro que antes de usarmos o bidé ou o alguidar, a Tia Alice desinfectava-os cuidadosamente com muito alcool puro. Isto tudo se passava quando íamos com os pais, nas férias do Natal ou da Pascoa. Nos dias mais frios, depois do jantar, sentavamo-nos nuns bancos corridos, junto à lareira, na cozinha, onde se ficava a saber as novidades do dia. Depois era a ida para a cama. Normalmente o Doutor Juíz era o primeiro, dizendo que ia pôr os sapatos a descansar.
nitários que analisavam o estado dos batatais, as forças policiais, militares, etc.. Igualmente havia momentos de humor como por exemplo, a empregada da pensão bater à porta do quarto e dizer: "senhor doutor juiz despache-se que o bidé é preciso para as meninas do senhor Campos Ferreira". Devo esclarecer que o bidé era da "comunidade", pois não havia mais nenhum. Para tomar banho era usado um alguidar muito grande, porque não havendo casa de banho não havia banheira. É claro que antes de usarmos o bidé ou o alguidar, a Tia Alice desinfectava-os cuidadosamente com muito alcool puro. Isto tudo se passava quando íamos com os pais, nas férias do Natal ou da Pascoa. Nos dias mais frios, depois do jantar, sentavamo-nos nuns bancos corridos, junto à lareira, na cozinha, onde se ficava a saber as novidades do dia. Depois era a ida para a cama. Normalmente o Doutor Juíz era o primeiro, dizendo que ia pôr os sapatos a descansar.
domingo, 12 de setembro de 2010
Quinta de Maximinos - Braga
Quando a Mimi publica no Blogue passagens da nossa adolescência(eu a Mimi a Manuela e mais tarde a Fernanda), em Braga, e não só, tento lembrar-me de algum episódio, para dar a minha contribuição para que o convívio e o Album de Recordações dos Garraus seja mais rico e nunca acabe. Julgo que o tenho feito, embora sem ser as vezes que desejava, mas às vezes a cabeça já não ajuda. Vem isto a propósito que na Quinta de Maximinos existia uma cadela a "Favorita"que tinha uma particularidade curiosa: deixava entrar toda a gente, visitas, trabalhadores, etc..O pior era para saírem. Se levassem algum objecto nas mãos ou à cabeça ela não deixava sair ninguem. Tinha que vir alguma empregada ou algum elemento da família para a agarrar e as pessoas poderem sair. Outro episódio foi numa altura de grande calor um lanche servido dentro de àgua. Havia um tanque(genero piscina) onde se lavava a roupa e qualquer outro objecto que necessita-se de espaço para ser lavado. Como estava muito calor a Tia Lisete deu ordem às empregadas (Ana e Luisa) que colocassem a mesa e as cadeiras dentro do tanque, mas primeiro colocassem cêrca de 20 centímetros de altura de àgua para refrescarmos os pés. Embora muito admiradas com a ideia as empregadas cumpriram as ordens e serviram o lanche naquela "esplanada". Nós tambem admiradas, mas radiantes, pois como devem calcular foi motivo de riso e brincadeira. Foi pena que não tivesse havido mais laqnches iguais a este.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Garraus Ribatejanos em Vide
segunda-feira, 29 de março de 2010
Avô Ferreira (2)
Como era natural e normal o Natal era passado no Casal, com a àrvore a ser enfeitada com o que havia na època. Por exemplo: a neve era feita de pedaços de algodão e as luzes eram velas pequeninas com uma mola que permitia que ficassem presas nas pernadas da arvore.É evidente que estes enfeites só os mais velhos se lembram deles, até porque como devem calcular a electri-
cidade ainda não tinha chegado às Carreiras.Certo Natal, já com o avô praticamente sem saír de casa, disse aos filhos que em determinado lugar da propriedade havia um pinheiro pequeno,todo torto,que eles o fossem buscar para fazer a arvore,mas antes de o colocarem no cesto da vindima tinham de o ajeitar para ficar direito. Os "marotos" para não terem tanto trabalho trouxeram o pinheiro mais direito que lá havia.Depois de enfeitado foram buscar o pai,que ficou muito conten-
te ao ver a arvore direitinha.Naquela época havia os maltezes, trabalhadores que vinham, julgo que do Alentejo, para ganhar o pão do dia a dia. Comiam e dormiam numa casa junto à eira.Nessa noite de Natal o avô disse ao Zé Vineta que os fosse chamar para verem a arvore. Ao chegarem à porta de casa tiraram os bonés, pediram licença para entrar, e ficaram de boca aberta ao ver a linda arvore, e mais ainda quando viram o presépio, junto ao qual se ajoelharam, como se fosse na Igreja. A avó, como não podia deixar de ser, mandou arranjar comida para eles levarem,com os respectivos fritos. Eram assim os nossos Avós. Os maltezes, embora longe da família, terão passado, certamente, o melhor Natal das suas vidas.
cidade ainda não tinha chegado às Carreiras.Certo Natal, já com o avô praticamente sem saír de casa, disse aos filhos que em determinado lugar da propriedade havia um pinheiro pequeno,todo torto,que eles o fossem buscar para fazer a arvore,mas antes de o colocarem no cesto da vindima tinham de o ajeitar para ficar direito. Os "marotos" para não terem tanto trabalho trouxeram o pinheiro mais direito que lá havia.Depois de enfeitado foram buscar o pai,que ficou muito conten-
te ao ver a arvore direitinha.Naquela época havia os maltezes, trabalhadores que vinham, julgo que do Alentejo, para ganhar o pão do dia a dia. Comiam e dormiam numa casa junto à eira.Nessa noite de Natal o avô disse ao Zé Vineta que os fosse chamar para verem a arvore. Ao chegarem à porta de casa tiraram os bonés, pediram licença para entrar, e ficaram de boca aberta ao ver a linda arvore, e mais ainda quando viram o presépio, junto ao qual se ajoelharam, como se fosse na Igreja. A avó, como não podia deixar de ser, mandou arranjar comida para eles levarem,com os respectivos fritos. Eram assim os nossos Avós. Os maltezes, embora longe da família, terão passado, certamente, o melhor Natal das suas vidas.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Mergulhadora ... ou talvez não
Quando ia para o Casal a avó Maria levava-me com ela para todo o lado. Quando a avó ia lavar a roupa para o tanque, que era na horta, eu ia com ela e pedia-lhe que me deixasse "ajudar" a lavar a roupa. Então a avó dava-me uns trapitos e um bocado de sabão e eu lá me ia entretendo. Por vezes o sabão da avó escorregava para dentro do tanque e ela tirava-o com uma cana que tinha sempre por perto. Determinado dia a avó afastou-se um pouco(provavelmente para pôr a roupa a secar). Nesse momento o meu sabão caíu para o tanque. Como tinha observado o que a avó fazia nessas situações, peguei num pauzito para recuperar o sabão. O inevitavel aconteceu: caí dentro do tanque. A avó ouviu um barulho estranho, voltou-se, e em vez de me ver a mim viu um chapeu de palha a boiar. De imediato se apercebeu o que se passava, resgatou-me, levou-me para casa, limpou-me e vestiu-me roupa enxuta. Escusado será dizer que a partir daí quando ia com a avó para a "ajudar" a lavar a roupa ela estava sempre com o olho em mim.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Reencontro
No passado dia 6 de Fevereiro reencontrei a Fernanda Maria que já não via há +/- 20 anos. Foi muito bom voltar a ver e estar com a Fernanda e com a Tia. O encontro como não podia deixar de ser deu-se num restaurante em Almeirim. Correu tudo lindamente, até porque é impossivél comer mal na "Tertulia da Quinta". Para continuar a por a conversa em dia fomos beber um chasinho ao Frade de Cima. Foi fantastico e tudo isto é possivel porque a Familia está cada vez mais unida graças ao desfio proposto, há cerca de 3 anos , por duas Garraus com grandes garras. A Tia Mimi e a Ana Maria
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