A Decana lembra-se e o Consorte escreve. Vem isto a propósito de a Decana se lembrar que a Avó Maria quando chegava o tempo frio havia uma peça de roupa que ela não dispensava: era o xaile. Dizia a Avó que lhe bastava o xaile para lhe passar o frio. Isto, como é evidente, desde que o frio não fosse muito. Pois bem, a Decana sempre a ouvi dizer que tinha herdado esse frio da Avó Maria, com o pormenor de ter frio muito mais vezes(quasi todos os dias) do que a Avó. A Decana tem um xaile branco que sempre me lembro de ver ela pô-lo pelas costas quando chega o tal frio. Mas ontem fez uma revelação sensacional ao pedir o xaile. Ficámos então a saber que o referido xaile foi o que "aqueceu" os seus tres filhos nos primeiros tempos de nascidos. Passados todos estes anos ainda a aquece a ela. O material com que foi feito é bom de certeza, mas o carinho com que o tem mantido é digno de ser mencionado no livro dos recordes.
Um local para todos os Garraus, incluindo os da Holanda, darem noticias, enviarem fotografias, informarem se vão ser pais, avós ou bisavós, se lhes saiu o totó- milhões (prometemos não dizer a ninguém) e até os primos agricultores podem falar dos seus produtos, das sementeiras e das colheitas. O Blogue parece um bocadinho bisbilhoteiro? Não é por mal. Mas estamos felizes por termos uma família grande e com quem será um prazer conviver. Mesmo se for apenas através da Net
Familia Garrau Natal em Braga 1947
Entre a 1ª fotografia do clã reunido
em Braga e a 2ª fotografia do 1º Almoço Convívio da Família, passaram 60 anos
A primeira foi tirada em Braga, mais exactamente na Serra do Gerês,no dia de
Natal de 1947,durante o passeio após o Almoço de Natal.
A segunda foi tirada nos jardins de Montes Claros,Lisboa, em Outubro de 2007,no
Almoço Convívio que reuniu grande parte da família
Familia Garrau 2007
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Os encontros continuam
Na 2ª feira, dia 15 de Agosto, "aterraram" no Frade de Cima, o Ricardo, a namorada Inês, e a Claudia, para virem passar uma semana com os Avós e os Tios. Foi uma semana agradável mas muito intensa, pois que alem da presença dos "putos", que são sempre bem vindos, e que deram uma boa ajuda na mudança de alguns moveis de Almeirim para o Frade de Cima, e vice-versa, de forma a que a Decana se sinta um pouco mais "em sua casa", a Lídia e o Pedro tiveram que preparar a festa de anos da Lídia(dia 21) e a partida dos Garraus Ribatejanos e do Wolf para o Algarve(dia 22), onde foram passar uns dias. Sobre estas férias escreverei outra mensagem. Como se pode verificar, seja em almoços ou em simples visitas os Garraus continuam s encontrar-se, o que é muito bom.
domingo, 14 de agosto de 2011
Encontro entre Garraus
Na passada sexta feira, dia 12, e depois de prévia combinação, vieram ao Frade de Cima a Maria Fernanda Trindade, a filha Ana Rita, o genro Helder e o neto Tiago. Foi com grande satisfação que recebemos um dos clãs da família Trindade. Como é costume fomos almoçar a um restaurante nas Fazendas de Almeirim, que é perto do Frade de Cima. Julgo que terá sido do agrado de todos. O Tiago está muito giro. Só não gostou muito do Wolf, que queria brincar com ele, mas devia fazer-lhe impresão ver um cão tão grande. Ao fim da tarde e depois de um chá com uns bolinhos, lá foram até sua casa na Marinha Grande. Mais um encontro entre Garraus para enriquecer a história da nossa família.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
"Treino à chuva
Eu(Decana) sempre gostei de andar de bicicleta, nos tempos livres, principalmente nas férias, de preferência acompanhada de outros ciclistas. Certo dia da decada de 40 ou 50, o Tio Fernando (de quem eu muito gostava) desafiou-me para irmos fazer um "treino" com o intuito de vermos se seríamos capazes de concorrer à "Volta Portugal". O Tio que morava em Sete Rios foi-me buscar à Visconde Valmor e fizemo-nos à estrada, para irmos até Bucelas, onde, no caso de eu não aguentar, teríamos a Camioneta da Bucelense para voltarmos para Lisboa. A certa altura do percurso, começou a chover e como havia uma arvore grande à beira da estrada o Tio achou melhor abrigarmo-nos para ver se a chuva parava. O pior foi que começou a trovejar e o Tio disse que era perigoso estar debaixo da arvore por causa dos raios. Como ainda estavamos longe de Bucelas a solução foi voltar para traz e ir para casa. Resultado: pouco "treino" e uma valente molhadela.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
A FAMÍLIA
Tendo andado às voltas com os retratos da família e observando todos aqueles rostos que significam ou significaram, criaturas com os mesmos desejos as mesmas aspirações, os mesmos medos que eu sinto e dos quais vem muito do que eu sou, fiz uma pergunta a mim própria: a família é importante, ou melhor, pertencer a uma família é importante?
Significa realmente alguma coisa? Seriamos nós os mesmos se, materialmente independentes e pouco dados a efusões e eventos familiares, fizéssemos de conta que a família não existia e vivêssemos ao nosso gosto, pensando ter nascido dum ovo solitário que nem teve galinha para ao pôr? Viver como desejamos, fechados em nós próprios, no pequeno círculo de marido, mulher, filhos, ou mesmo sozinhos, Seria suficiente para nós, os amigos,os companheiros de trabalho, os conhecimentos de ocasião, ninguém que exigisse muito de nós?
Por mim, gosto de pertencer a esta Família Garrau que, se não anda de casa em casa frequentemente, anda de email em email quase todos os dias, pelo menos aqueles “ a quem a lei da reforma deixa tempo”.E muitos há, que mesmo trabalhando, dão à família o seu tempo, a sua amizade, o seu interesse.
Mas se temos uma família, não devemos tentar conhecê-la? Não só àqueles que vivem junto de nós, mas aos outros aos que partiram há muitos, muitos anos? Que viveram o seu dia-a-dia como nós vivemos o nosso? Que tiveram desgostos, alegrias, dramas, momentos felizes.
Ao falar-me da Família, a avó Maria criou em mim o gosto pelos passado e a curiosidade de conhecer essas pessoas que tinham vivido duma forma diferente da minha.
È certo que já temos falado deles na Gazeta e aqui no Blogue, mas é sempre um pouco por acaso, quando recordamos actos dos quais foram protagonistas
Principalmente para os jovens Garraus, que daqui a alguns anos, talvez menos atarefados com os seus compromissos sociais, acabem por ler esta história, ( espero que o Blogue sobreviva até essa altura;mas para os meus netos ele está todo passado para DVD) vou tentar recordar um por um, os filhos do nosso Avô, contando com a memória das minhas primas para me auxiliarem no que diga respeito aos respectivos pais.
No” Próximo Episódio”, falarei sobre o tio António, o filho mais velho do Avô Ferreira, do seu primeiro casamento,porque sobre ele tive duas versões muito completas: a da Avó Maria,sua madrasta, mas que tinha por ele uma admiração e um afecto profundo e a da irmã,a tia Gracinda, que o recordava como irmão e amigo muito querido.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Avô Ferreira (3)
Ao ler a mensagem publicada pela Mimi sobre o S. João(data do falecimento da Avó Maria) concordo com todos os atributos dedicados à nossa Avó, e se necessário fosse acrescentar, paciente e bondosa. Paciente porque durante o dia o Avô a chamava vezes sem conta para lhe pedir, transmitir ou lembrar os mais diversos assuntos, ao ponto de muitas vezes ia a Avó a sair a porta do quarto já o Avô a estava a chamar "ó Maria isto... ó Maria aquilo..." Ela ouvia, fazia ou mandava fazer, sem o mínimo azedume. Mas havia um dia na semana que ela dizia que era a folga. Era o dia em que fazia o pão. Desde madrugada até ao fim do dia ninguem a via nem ouvia. Ente o amassar a farinha até os pães sairem do forno já cozidos considerava ela que o seu dia de folga. Bondosa porque sempre gostou de ajudar quem precisava. Havia uma família de ciganos acampada perto do Casal. Eram trabalhadores, mas como se deve calcular passavam muitas difi-
culdades, principalmente para criar os filhos. O Avô Ferreira dava as suas ordens para ajudarem essa família, mas a avó, algumas vezes à revelia do Avô, acrescentava mais algumas coisas aquilo que o Avô tinha estipulado, principalmente por causa das crianças. Era assim a nossa Avó Maria.
culdades, principalmente para criar os filhos. O Avô Ferreira dava as suas ordens para ajudarem essa família, mas a avó, algumas vezes à revelia do Avô, acrescentava mais algumas coisas aquilo que o Avô tinha estipulado, principalmente por causa das crianças. Era assim a nossa Avó Maria.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Visita dos Garraus Juniores
No passado sabado, dia 8, os Garraus Juniores, Ricardo e Claudia acompanhados da sua mãe, fizeram uma visita aos Garraus Ribatejanos, o que como se pode calcular foi motivo de grande satisfação tanto para os avós como para os tios, sem esquecer o Wolf que quando vê os "miúdos" fica louco de alegria. Como é costume dos Garraus o repasto foi num restaurante em Fazendas de Almeirim, onde não faltou a boa disposição e bom comer. Ainda foi feita uma visita a casa da Lídia e do Pedro, para o habitual chazinho, fotografias e conversa, o que resultou que os Juniores aderiram ao Almoço do dia 22 , que aliás já foi comunicado à Veneranda Anami. Ainda a respeito dos Juniores, provavelmente teremos, dentro de pouco tempo, mais dois "elementos" a colaborar no Blogue. E assim a família se vai unindo cada vez mais. Força Garraus.
terça-feira, 23 de março de 2010
Avô Ferreira
Temos falado sobre a avó Maria. Agora vou tentar lembrar-me de alguma coisa sobre o avô Ferreira, embora eu tivesse apenas 11 anos quando ele morreu, e o ter conhecido praticamente sempre doente. A ideia que tenho é que era um pouco "fechado", pois não me lembro de o ver sorrir, sem no entanto tratar mal alguém, muito menos as netas, a quem não queria que faltasse nada. Pessoa metódica, por volta das 9 horas já estava arranjado e pronto para ir comer o peque-
no almoço. Logo que ele saía do quarto dizia à criada que fosse chamar as "pariguinhas"(eu e a Manela), para virmos cumprimentá-lo e comer o pequeno almoço. Logo que o encarava-mos davamos os bons dias e automaticamente ele estendia a mão para nós a beijar-mos, pois era um sinal de respeito. Quase todos os dias, logo a seguir ao pequeno almoço, montava-se na sua burrinha branca(ajudado pelos trabalhadores) e ia dar uma volta pelas terras, para ver se estava tudo conforme as ordens que tinha dado aos trabalhadores
no almoço. Logo que ele saía do quarto dizia à criada que fosse chamar as "pariguinhas"(eu e a Manela), para virmos cumprimentá-lo e comer o pequeno almoço. Logo que o encarava-mos davamos os bons dias e automaticamente ele estendia a mão para nós a beijar-mos, pois era um sinal de respeito. Quase todos os dias, logo a seguir ao pequeno almoço, montava-se na sua burrinha branca(ajudado pelos trabalhadores) e ia dar uma volta pelas terras, para ver se estava tudo conforme as ordens que tinha dado aos trabalhadores
sábado, 30 de janeiro de 2010
eu xt aki...
stve xm net drant 1s tmps, dps 1 axidente d trab xgido d 1 dprtivo fz cm k tvxe - tmp pra bloggar, ms pxo dxer k xtou d vlt, cm + 1 xptaclo
pr tr trduxao vr m Garrau Noticias
pr tr trduxao vr m Garrau Noticias
domingo, 24 de janeiro de 2010
Aos 85 anos
Bebi vinho tinto, pela primeira vez, no saboroso almoço de sarrabulho, em casa do João Reis no passado dia 9.
Como sabem com 2 anos e meio tive uma paralisia na perna esquerda. A principio o médico julgava serem problemas reumáticos, mais tarde verificou que na verdade era paralisia. Como sabia que os meus avós viviam num Casal na provincia, lembrou-se que seria bom experimentar uns banhos de môsto, que se dizia fazerem bem para a pessoa recomeçar a andar. Os avós à noite levavam-me à Adega e metiam-me dentro de um caneco com môsto até à cintura, durante algum tempo. De regresso a casa, o Avô embrulhava-me muito bem num cobertor, uma vez que o môsto é quente e eu não podia apanhar frio depois do tratamento. Num desses banhos a determinada altura comecei a chorar. Perguntaram-me porquê e eu disse que tinha vontade de fazer chi-chi. O avô acalmou-me e disse que fizesse para cima do môsto que não tinha importância. Daí para cá, quando por brincadeira me perguntavam se queria uma pinguinha de vinho, a minha resposta era sempre a mesma: "não porque tem chi-chi".
Como nunca fui pessoa de beber vinho, os anos foram passando, até matar o jejum no passado dia 9.
P. S. - Episódios destes só são lembrados porque há cerca de três anos alguem se lembrou que a família GARRAU existia. Obrigado às Redactoras da Gazeta.
Como sabem com 2 anos e meio tive uma paralisia na perna esquerda. A principio o médico julgava serem problemas reumáticos, mais tarde verificou que na verdade era paralisia. Como sabia que os meus avós viviam num Casal na provincia, lembrou-se que seria bom experimentar uns banhos de môsto, que se dizia fazerem bem para a pessoa recomeçar a andar. Os avós à noite levavam-me à Adega e metiam-me dentro de um caneco com môsto até à cintura, durante algum tempo. De regresso a casa, o Avô embrulhava-me muito bem num cobertor, uma vez que o môsto é quente e eu não podia apanhar frio depois do tratamento. Num desses banhos a determinada altura comecei a chorar. Perguntaram-me porquê e eu disse que tinha vontade de fazer chi-chi. O avô acalmou-me e disse que fizesse para cima do môsto que não tinha importância. Daí para cá, quando por brincadeira me perguntavam se queria uma pinguinha de vinho, a minha resposta era sempre a mesma: "não porque tem chi-chi".
Como nunca fui pessoa de beber vinho, os anos foram passando, até matar o jejum no passado dia 9.
P. S. - Episódios destes só são lembrados porque há cerca de três anos alguem se lembrou que a família GARRAU existia. Obrigado às Redactoras da Gazeta.
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