Familia Garrau Natal em Braga 1947

Familia Garrau Natal em Braga 1947

Entre a 1ª fotografia do clã reunido
em Braga e a 2ª fotografia do 1º Almoço Convívio da Família, passaram 60 anos
A primeira foi tirada em Braga, mais exactamente na Serra do Gerês,no dia de
Natal de 1947,durante o passeio após o Almoço de Natal.
A segunda foi tirada nos jardins de Montes Claros,Lisboa, em Outubro de 2007,no
Almoço Convívio que reuniu grande parte da família


Familia Garrau 2007

Familia Garrau 2007
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quarta-feira, 21 de março de 2012

Cheias em Almeirim

Histórias de Almeirim
As cheias
As cheias que,
periodicamente, agora mais raras, invadiam os campos, neles permanecendo vários
dias, o que originava graves crises de sobrevivência ao seu povo, herói sem
nome, cujo ganha pão diário era trabalhar as terras do nascer ao pôr do Sol, a
troco de um salário muito baixo. Recuemos no tempo para dizer entre 27 de
Dezembro de 1935 e 20 de Abril de 1936
se registaram 8 cheias que permaneceram nos campos cerca de 50 dias. A primeira
durou 5 dias. A segunda foi a maior de todas permanecendo nas terras durante 12
dias o que ocasionou o corte do transito entre Almeirim e Santarem e também o
corte para a estação de caminho de ferro. As sementeiras destruídas, homens
novos e válidos a pedir esmola, uma grande crise de trabalho, um pouco atenuada
pelos lavradores que ao contribuírem com a sua quota parte foram acudindo aos sem trabalho. Os campos ficaram
em tal estado que durante muito tempo não puderam ser trabalhados. Para agravar
ainda mais a crise, a sétima cheia, em 20 de Abril de 1936, completou a
destruição das vinhas, trigos, favas, etc. A oitava cortou de novo o transito
entre Almeirim e Santarem. Foram distribuídas muitas esmolas aos rurais sem
trabalho, por alguns Organismos como seja entre outros pela Federação Nacional
dos Produtores de Trigo, Federação Vinícola do Centro e Sul de Portugal, Grémio
dos Armazenistas de Vinhos. A Liga dos Combatentes da Grande Guerra, através da
Delegação de Almeirim, distribuiu, no dia 27 de Março de 1936, esmolas a 30
trabalhadores rurais, que constavam de 2 quilos de batata, 1,5 quilo de pão, 1
quilo de arroz e 1 quilo de bacalhau. Esta extraordinária crise de trabalho
terá sido das piores histórias de Almeirim, a que o seu povo soube responder
com estoicismo.