Histórias de Almeirim
As cheias
As cheias que,
periodicamente, agora mais raras, invadiam os campos, neles permanecendo vários
dias, o que originava graves crises de sobrevivência ao seu povo, herói sem
nome, cujo ganha pão diário era trabalhar as terras do nascer ao pôr do Sol, a
troco de um salário muito baixo. Recuemos no tempo para dizer entre 27 de
Dezembro de 1935 e 20 de Abril de 1936
se registaram 8 cheias que permaneceram nos campos cerca de 50 dias. A primeira
durou 5 dias. A segunda foi a maior de todas permanecendo nas terras durante 12
dias o que ocasionou o corte do transito entre Almeirim e Santarem e também o
corte para a estação de caminho de ferro. As sementeiras destruídas, homens
novos e válidos a pedir esmola, uma grande crise de trabalho, um pouco atenuada
pelos lavradores que ao contribuírem com a sua quota parte foram acudindo aos sem trabalho. Os campos ficaram
em tal estado que durante muito tempo não puderam ser trabalhados. Para agravar
ainda mais a crise, a sétima cheia, em 20 de Abril de 1936, completou a
destruição das vinhas, trigos, favas, etc. A oitava cortou de novo o transito
entre Almeirim e Santarem. Foram distribuídas muitas esmolas aos rurais sem
trabalho, por alguns Organismos como seja entre outros pela Federação Nacional
dos Produtores de Trigo, Federação Vinícola do Centro e Sul de Portugal, Grémio
dos Armazenistas de Vinhos. A Liga dos Combatentes da Grande Guerra, através da
Delegação de Almeirim, distribuiu, no dia 27 de Março de 1936, esmolas a 30
trabalhadores rurais, que constavam de 2 quilos de batata, 1,5 quilo de pão, 1
quilo de arroz e 1 quilo de bacalhau. Esta extraordinária crise de trabalho
terá sido das piores histórias de Almeirim, a que o seu povo soube responder
com estoicismo.
Um local para todos os Garraus, incluindo os da Holanda, darem noticias, enviarem fotografias, informarem se vão ser pais, avós ou bisavós, se lhes saiu o totó- milhões (prometemos não dizer a ninguém) e até os primos agricultores podem falar dos seus produtos, das sementeiras e das colheitas. O Blogue parece um bocadinho bisbilhoteiro? Não é por mal. Mas estamos felizes por termos uma família grande e com quem será um prazer conviver. Mesmo se for apenas através da Net
Familia Garrau Natal em Braga 1947
Entre a 1ª fotografia do clã reunido
em Braga e a 2ª fotografia do 1º Almoço Convívio da Família, passaram 60 anos
A primeira foi tirada em Braga, mais exactamente na Serra do Gerês,no dia de
Natal de 1947,durante o passeio após o Almoço de Natal.
A segunda foi tirada nos jardins de Montes Claros,Lisboa, em Outubro de 2007,no
Almoço Convívio que reuniu grande parte da família
Familia Garrau 2007
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quarta-feira, 21 de março de 2012
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