Familia Garrau Natal em Braga 1947

Familia Garrau Natal em Braga 1947

Entre a 1ª fotografia do clã reunido
em Braga e a 2ª fotografia do 1º Almoço Convívio da Família, passaram 60 anos
A primeira foi tirada em Braga, mais exactamente na Serra do Gerês,no dia de
Natal de 1947,durante o passeio após o Almoço de Natal.
A segunda foi tirada nos jardins de Montes Claros,Lisboa, em Outubro de 2007,no
Almoço Convívio que reuniu grande parte da família


Familia Garrau 2007

Familia Garrau 2007
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sábado, 12 de maio de 2012

PENSO? LOGO EXISTO


Ao contrário de Descartes, nós os de idade indefinida (não pertencemos à juventude, não somos de meia idade mas também não somos velhos como há vinte anos se entendia a palavra velhos . hoje com oitenta ,noventa anos, e já nem falo dos setentões  que podem ser uns atletas e D. Juan Se parte dos idosos continuam a ser velhos em espírito , em ruindade em astucia, outros há que apreciam a vida que têm, fazem por conservar-la e reservam ás Academias da 3ª Idade, à pesquisa que oferece a Internet,  em passeios muito bem organizados e nem sequer muito caros, grande parte do seu tempo.
Durante alguns anos fiz parte do feliz agrupamento frequentador dessas delícias.  E  fazia Tai-chi,uma das melhores formas de disciplinar o corpo e a mente que encontrei-Embora nunca tivesse passado duma principiante, é talvez das coisas que me faz mais falta na minha nova vida.
Quando falo em nova vida, falo numa nova maneira de pensar e de agir. Não duma mudança de costumes, local de residência, de amigos. Continuo a levantar-me à mesma hora (mais ou menos) a ir tomar a minha bica (quando me apetece) e a sair. Simplesmente essas saídas, que antigamente eram a Lisboa ou juntar-me com as colegas da Academia, da Informática, agora são ao Centro de Saúde de Paço de Arcos para fazer 0 INR de 15 em quinze dias,  ir a vários sítios fazer exames com nomes esquisitos e, suprema ventura, avançar para os Estados Unidos (de Lisboa) fazer a Gazeta dos Garraus, festejar a Páscoa com os primos  e sobrinhos ,emprestados mas muito queridos de Almeirim, ou ir aos Almoços dos Garraus. Mas o que era verdadeiro tormento para mim, era a maneira como tinha que fazer os trabalhos caseiros, usar passo de caracol para andar, cansar-me quando leio na cama meu momento favorito, além de suportar aqueles aborrecimentos que todos experimentamos quando convivemos diariamente com alguém. Pensei então que devia usar o pensamento de Descartes ao contrário:EXISTO? LOGO PENSO.E resolvi mudar maneira de pensar. Não pode ser como desejaria? Mas acordo todos os dias (e por sinal com apetite). Custa-me limpar uma casa? Limpo um bocadinho, mais tarde limparei o resto. Podia arranjar uma mulher-a-dias? Podia, mas por razões particulares ,não quero. Voltei a encontrar-me com antigas colegas para um lanche na pastelaria próxima. Elas já sabem que têm que ser tão vagarosas como eu, mas como gostam de mim, não se importam. Sinto-me um bocadinho sozinha? Não. Sempre gostei muito de ter momentos só meus e tenho dois filhos que que sempre que eu preciso e até mais do que preciso, prestam-mo o auxilio que  da sua ajuda 
 E os outros idosos, tendo os mesmos problemas de saúde e maior parte das vezes económicos e falta de amor e cuidados? 
Só falta resolver uma coisa:o medo. não propriamente da morte, porque ninguém vai  ficar neste Planeta Azul, mas de não ver os meus  netos crescerem,os meus bisnetos ficarem adolescentes, as  maravilhosas descobertas que o HOMEM esse bicho estranho irá fazer.Mas talvez seja melhor eu morrer antes de ficar caduca, rezinga e a “chatear” toda a gente