Familia Garrau Natal em Braga 1947

Familia Garrau Natal em Braga 1947

Entre a 1ª fotografia do clã reunido
em Braga e a 2ª fotografia do 1º Almoço Convívio da Família, passaram 60 anos
A primeira foi tirada em Braga, mais exactamente na Serra do Gerês,no dia de
Natal de 1947,durante o passeio após o Almoço de Natal.
A segunda foi tirada nos jardins de Montes Claros,Lisboa, em Outubro de 2007,no
Almoço Convívio que reuniu grande parte da família


Familia Garrau 2007

Familia Garrau 2007

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

AS TOUPEIRAS DE MAXIMINOS

Enquanto vivi na Quinta de Maximinos, em Braga, ocupava os meus ócios passeando entre as Laranjeiras e lendo Cesário Verde à sombra duma macieira. Sentia-me uma das heroínas de Júlio Dinis e até a casa parecia-me igual às casas onde habitavam essas personagens.
Mas a quinta não tinha só o ar campestre que me deleitava, mas também tinha toupeiras, que desesperavam o caseiro pois não havia campo de milho cujas raízes escapassem à sua voracidade Na verdade, eram tantas que caíam nas armadilhas, e chegaram para dois casacos de peles que a Manela e a Malena usavam com muito orgulho.Eram lindos, dum cinzento azulado e brilhante e o especialista que tratava das peles deixava-as impecáveis. A seguir o Mestre Peleiro cosia-as tão habilmente que mais parecia uma só pele com desenhos naturais.
Mas de facto as toupeiras eram demais e tão descaradas que faziam enormes buracos no terreno, que vistos das janelas, parecia povoado de montinhos de terra e por baixo dele os buracos cresciam cada vez mais.
Pensando nas toupeiras, ocorreu-me que o meu País, está a perecer-se muito com o terreno de Maximinos. A grande diferença é que em Maximinos os caseiros apanhavam-nas facilmente, enquanto em Portugal, embora todos saibamos quem são e onde vivem esses animaizinhos de enormes e afiadas garras, continuamos a deixá-los viver troçando de quem paga para que os buracos sejam fechados, rindo-se descaradamente  de nós os tapadores de covas, algumas tão grandes que mais parecem a cratera do Arizona.
As toupeiras de Maximinos faziam algum mal, mas forneciam-nos lindas peles e eram a grande aventura dos filhos dos caseiros que as caçavam com grande perícia. Às toupeiras de Portugal, não só pagamos os estragos que fazem, como percorrendo os seus túneis mais ao menos disfarçados  riem-se de nós, do Estado, das Leis, da Justiça.
Mas são toupeiras portuguesas e todos sabemos como os portugueses têm jeito para o desenrascanço

2 comentários:

  1. E estas nem sequer servem para fazer casacos quentinhos para o Inverno!

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  2. A Decana lembra-se perfeitamente dos casacos e como o Peleiro os deixava impecáveis. Nessa epoca o peleiro precisava de varias toupeiras para fazer um casaco. Hoje uma só toupeira deve fazer vários casacos. Não ficam de certeza tão bem feitos. Quanto aos buracos quanto mais terra lá deitam maior fica o buraco.

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