Familia Garrau Natal em Braga 1947

Familia Garrau Natal em Braga 1947

Entre a 1ª fotografia do clã reunido
em Braga e a 2ª fotografia do 1º Almoço Convívio da Família, passaram 60 anos
A primeira foi tirada em Braga, mais exactamente na Serra do Gerês,no dia de
Natal de 1947,durante o passeio após o Almoço de Natal.
A segunda foi tirada nos jardins de Montes Claros,Lisboa, em Outubro de 2007,no
Almoço Convívio que reuniu grande parte da família


Familia Garrau 2007

Familia Garrau 2007

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ida a Fátima a pé -3

Dia 11 - Segunda feira
Saída de Pernes depois do pequeno almoço em direcção a Minde. Estava muito calor, por isso várias vezes tivemos que parar num café, restaurante ou simples tasca, para beber àgua ou um refrigerante. Também na nascente do Rio Alviela bebemos àgua muito fresquinha. Parámos em Alcanena para almoçar um saboroso bife no Restaurante Necas. De seguida descansámos um pouco nas escadas de acesso ao Cinema, por ser um local fresco. Entretanto, na vespera, já perto de Pernes, a Malena deu um jeito na perna esquerda de que resultou dores intensas na canela daquela perna, já de si doente, o que dificultou de forma muito dolorosa o resto da caminhada. Já em Minde, procurámos onde comer e dormir. Foi difícil, porque estava tudo cheio com peregrinos. Mas alguém nos indicou uma casa particular que alugava quartos, num labirinto de becos e escadas parecido com Alfama. Como sempre, fomos bem recebidos pela dona da casa, que se prontificou a arranjar àgua quente para o escalda pés. Antes disso, a Malena estava em tal estado que não quis ir jantar, porque tinha que descer e subir escadas e não estava em condições de o fazer. Fui buscar umas sandes e uns sumos que serviram de jantar. A dona da casa ofereceu-nos um chá antes de irmos dormir. Quilometros andados: 11 + 8 = 19.

Dia 12 - Sábado
Dia de grandes sacrifícios para a Malena. Saímos de Minde a meio da manhã e apesar de serem "apenas" 15 quilometros até Fátima, só chegámos cerca das 17 horas. Para se perceber melhor, a Malena tinha que parar de quilometro em quilometro, sentando-se nos marcos que existem à beira da estrada, a marcar os quilometros, para descansar. Mas a força de vontade era enorme e chegámos. Como eramos sócios de uma Instituição de Caridade, gerida por Irmãs(não me lembro o nome), que acolhia meninas desprotegidas, e que tinha uma casa em Fátima para dar apoio aos peregrinos, tratámos, ainda em Lisboa, de assegurar dormida para a noite de 12 para 13. Ao chegarmos, fomos logo rodeados de todos os cuidados, desde tratamento dos pés, limonada com bolachas, até uma cama para descansarmos um pouco, enfim, não podíamos ter sido melhor recebidos. Entretanto, como tinha sido combinado, chegaram o Tio Henrique, a Tia Alice, o Henrique Manuel e a criada Lurdes, que levavam comida, uma mesa e bancos desmontáveis. Jantámos e depois de assistir às cerimónias religiosas fomos dormir.

Dia 13 - Domingo
O desgaste físico era muito, por isso depois de assistirmos às cerimónias, rumámos a Lisboa (de carro).

1 comentário:

  1. Finalmente o fim da grande caminhada! Foi uma verdadeira aventura. Não tirando o mérito a quem a faz nos nossos dias, acho que neste tempo era bem mais complicado pois não havia os apoios que existem nos nossos dias.

    ResponderEliminar