Familia Garrau Natal em Braga 1947

Familia Garrau Natal em Braga 1947

Entre a 1ª fotografia do clã reunido
em Braga e a 2ª fotografia do 1º Almoço Convívio da Família, passaram 60 anos
A primeira foi tirada em Braga, mais exactamente na Serra do Gerês,no dia de
Natal de 1947,durante o passeio após o Almoço de Natal.
A segunda foi tirada nos jardins de Montes Claros,Lisboa, em Outubro de 2007,no
Almoço Convívio que reuniu grande parte da família


Familia Garrau 2007

Familia Garrau 2007

terça-feira, 3 de maio de 2011

TIO HENRIQUE 1901 1983

O tio Henrique era o 4º filho do Avô Ferreira e o mais intelectual de todos eles. Pintava muito bem, era um experiente conhecedor e coleccionador de livros, principalmente sobre arte, mas a sua vasta biblioteca abrangia quase todos os assuntos
A sua biografia será também a mais difícil de fazer, porque como todas as pessoas especiais, era um homem muito controverso. As opiniões sobre ele são tantos quantos os aspectos sobre o qual o conhecemos. Para uns, era um homem austero, demasiado severo para com as filhas; para outros era um homem da noite, preferindo-a para trabalhar. Para alguns era conhecido pela sua falta de pontualidade nos encontros; para a maior parte, era um idealista, um sonhador., um homem requintado e de extremo bom gosto. Para tentar compreende-lo, terei que pedir o auxílio da memória dos que lhe eram chegados: a Família. Como o recordam as filhas, os netos, as sobrinhas?
Fonte: Mª Clementina
 Pessoalmente, lembro-me dele, quando era pequena como um tio quase temível, porque a minha mãe, antes de sairmos de casa para passarmos o serão na Visconde Valmor, fazia-me mil recomendações: não correr pelo corredor enorme, não falar sem que me dirigisse palavra, estar sossegada à mesa.etc, etc. Mas Ele foi também, o herói da minha adolescência. Durante os meses de Outubro a Fevereiro quando permanecia “em campanha” em Braga, se o meu pai tinha que encontrar-se com ele depois do jantar, convidava-me solenemente para comer com ele e a tia Alice, no hotel, o que para mim significava muito. Tinha deixado de temer aquele tio um tanto diferente, para apreciar as coisas que me dizia, a maneira como chamava a minha atenção para tudo quanto tinha interesse. De todos os filhos do nosso avô era o único capaz de acamaradar com a gente nova, isto é com as filhas e comigo. Era o auxiliar perfeito para a nossa Gala do Natal, dando ideias para o palco e para as luzes. Era ele também quem tirava as fotografias desses eventos que ainda hoje conservamos
  FONTE: MALENA E ARLINDO
 O facto de se dizer que era austero com as filhas, o termo é capaz de
ser um pouco forte. Na verdade, o que a Decana me diz é que ele na época em que elas eram jovens não era receptivo a que se dessem com outros jovens, principalmente rapazes, nem mesmo com os primos.-Quanto a ele dormir de dia e trabalhar de noite, tem um fundo de  verdade
em determinada altura do ano, que era a da sementeira das batatas. Nessa época recebíamos diariamente algumas dezenas de cartas e postais de clientes a fazerem encomendas, alterações às que já tinham feito, enfim, uma infinidade de assuntos diversos, que tinham que ter resposta, que durante o dia não era fácil de dar. Daí ele ter a necessidade de o fazer de noite, para que no dia seguinte as dactilografas escrevessem e fossem para o correio. Alem de tudo isto ele gostava de trabalhar de noite.Mas também tenho que dizer ( eu Arlindo) que durante os vários anos que com ele convivi, na minha opinião, era um homem bom, honesto(nalguns casos se calhar demais), com uma cultura geral muito acima da média, gostava de saber como as coisas se faziam e rapidamente as aprendia, amigo de ajudar o seu semelhante naquilo que pudesse.

Sem comentários:

Enviar um comentário