Familia Garrau Natal em Braga 1947

Familia Garrau Natal em Braga 1947

Entre a 1ª fotografia do clã reunido
em Braga e a 2ª fotografia do 1º Almoço Convívio da Família, passaram 60 anos
A primeira foi tirada em Braga, mais exactamente na Serra do Gerês,no dia de
Natal de 1947,durante o passeio após o Almoço de Natal.
A segunda foi tirada nos jardins de Montes Claros,Lisboa, em Outubro de 2007,no
Almoço Convívio que reuniu grande parte da família


Familia Garrau 2007

Familia Garrau 2007

quarta-feira, 4 de setembro de 2013







 Réquiem é um canto sobre os mortos. Mas ainda que a nossa Confraria dos Pássaros Garraus,esteja em coma, ela permanecerá bem viva para alguns de nós. Foi criada para proporcionar momentos de distração nos almoços em Família, dos  quais temos belas recordações. A confraria foi o mais importante acontecimento imaginado por nós e teve a colaboração activa de alguns garraus. O Estandarte,promorosamente imaginado e feito pelo Pedro e Lidia. O Hino dos Garraus escrito pela Ana Maria Os Solenes Cortejos, para entronizar a Malena como Decana da Família  conferir Medalhas de Mérito  aqueles que por obras valorosas as  mereceram : às Organizadoras  do Primeiro Almoço  ao CHEFE de COZINHA ao  Escanção  Mor à Maria Fernanda Trindade  a quem foi concedida  a Medalha De Mérito de “Mãe Garrau “pela sua contribuição para o aumento da Familia Garrau ,ao nosso Leiloeiro cujos famosos leilões, divertidos e regidos com mestria   tanto prazer nos causaram
Por todos esses bocadinhos de alegre convivência e bem estar, pela alegria, pela sensação muito agradável de nos tornarmos a encontrar, pelos petiscos que cada um levava, pelos almoços pagos pela” Burra Comum” até pela desafinação com que cantávamos o Hino dos Garraus,a Confraria pode permanecer em coma, mas não morrerá nas nossas lembranças






domingo, 1 de setembro de 2013

O Blogue da familia Garrau deseja aos 

Aniversariantes de Setembro muitas Felicidades



terça-feira, 9 de julho de 2013

Nos tempos que vivemos,penso que o nosso Blogue deve expressar as suas opiniões pessoais sobre o que ocorre no nosso País.Afinal vivemos aqui somos nós que sustentamos o Estado,temos direito a votar naqueles que julgamos melhores, no que muitas vezes somos enganados.Mas com interesses não confessados,com aproveitamento de regalias que os políticos outorgam a si próprios e que a Assembleia  decreta em nosso nome(?).nós somos o Estado.Fraco, inculto,espalha brasas,num "vá lá um de nós que eu fico aqui",mas segundo dizem alguns o Povo é quem mais ordena.Por esse motivo resolvi transcrever,para aqui o que escrevi no meu blogue pessoal.


HÁ ELEIÇÕES? NÃO HÁ ELEIÇÕES?
 E assim vivemos, neste circo montado e cujos “artistas”, são os nossosIncríveis políticos. E o bilhete para ver os espectáculos, custa bem caro ao povo português.
 Sobre se o governo cai ou fica de pé, mais estilo “sempre em pé” muito haverá a dizer ainda. Mas as eleições autárquicas estão a chegar e antes que os políticos façam mais asneiras e digam depois que ninguém os avisou faço um apelo: Deixem-se de “música e fardamentos novos” Já vos conhecemos de ginjeira, Sabemos que todos os que anseiam pelo poleiro, prometem tudo e depois não fazem nada ou pior ainda fazem mal, mas sempre a favor deles. Não gosto de generalizar e para a sanidade do meu espírito acredito que ainda temos políticos decentes. Quando falo do Circo que costuma anteceder, acompanhar e finalizar as eleições refiro-me aos partidos, a todos os partidos, que prometem,baralham,espremem
Deixem-se de comícios a acompanhados a bifanas, de visitas a mercados e feiras. Ninguém quer as vossas esferográficas e t-shirts, as vossas sombrinhas. Vão falar para a televisão onde todos os conhecem, para a rádio onde muitos vos ouvem .
Mas entretanto….a semana passada vivemos uma tragicomédia bem à maneira portuguesa.
 1º dia: demite-se o Gaspar com uma carta onde confessa que se enganou em todos os planos, mas a culpa não foi dele, foi do Pedro e S Paulo. O primeiro  não o apoiou, o segundo  fez-lhe a vida negra, Aceite a demissão e nomeada ministra das finanças a arqui -inimiga do Paulinho.
3º dia: Paulinho amua, faz uma birra e sem dar cavaco a ninguém (nem ao dito Cavaco) demite-se irrevogavelmente. Alarme nas Bolsas, nos Investidores, na União Europeia. O povão vai largando as suas bocas (somos danadinhos para dizer mal dos outros) mas corre para as praias, para férias e ao fresco do anoitecer é vê-los a comer caracóis e cervejolas.
O PS e os vermelhos pedem eleições antecipadas, O Cavaco manda-os bugiar, porque está muito mais interessado nos patrões e investidores, chama os meninos e ralha bastante com eles, exigindo-lhes que lhe tragam um prato bem cozinhado e que não se estrague.S.Pedro e S Paulo juntam-se em conversações que demoraram dois dias e lá vão dizer ao Presidente que prato está pronto a servir. O Presidente manda-os sair dizendo que vai confabular com os Partidos, Parceiros Sociais e com a Maria. Os Portugueses continuam na farra.




terça-feira, 28 de maio de 2013


Desde que temos o Facebook parece-me que o nosso blogue foi esquecido.Eu própria me penitencio disso-É mais fácil,demora menos tempo a por lá  um comentário  do que escrever qualquer acontecimento que tenha acontecido a um de nós. Também parece que não remos muito quer dizer. Há momentos que estamos tão aborrecidos com a nossa própria vida que apenas desejamos sossego e paz.Mas tenho tantas saudades dos nossos almoços com as suas palhaçadas que nos divertiam  e juntavam em amenas cavaqueiras!mas a verdade é que passaram sete anos.E sete anos para aqueles que preparavam as reuniões, as sessões da confraria,é muito mesmo que convencermos que vivemos num mundo novo.Será melhor,será pior que aquele em que vivemos no passado?Não sei.Continuo convencida que o bem,o belo, a alegria,a família, os amigos,está na maneira como gerimos esses sentimentos. Mas é mais fácil pensar do que fazer.Não é a ideia da MORTE que me assusta,mas é partir sem deixar nada de mim da família a que pertenço às novas gerações.Por isso escrevo, arquivo vídeos álbuns da Família Ferreira para deixar aos meus filhos aos meus netos,aos meus bisnetos.Terão interesse em saber quem foram os seus antepassados,.onde viviam. como viviam,como os vários ramos desta velha árvore se voltarão em todas as direções,conforme casavam tinham os seus próprios filhos,mas sempre  agarrados ao tronco(mesmo sem o saberem, sem se interessarem)É muito  enganoso pensar como os nossos jovens pensam que são independentes não precisam de amigos,a não ser aqueles com quem convivem em estudos, em farras.O Tempo passa,os anos vão amadurecendo-nos  e de repente  encontramo-nos sozinhos .É que não há pior solidão daquele que vive rodeado de pessoas,mesmo que estejam muito perto de nós.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Vinho Casa de Frades





Aqui temos já umas garrafinhas do Casa de Frades 2012! Foi um processo longo mas que nos deu muito prazer! E depois de pronto já nos deu um imenso prazer em bebê-lo!



Primavera

 Finalmente chegou a Primavera ao

Frade de Cima

A Minha Mãe e a paz que me transmite

 
 
Estava "cansada"! Muito "cansada"! Mas aparece sempre a tal luzinha! Pensar nesta grande MULHER que foi a minha mãe e receber hoje este magnifico texto.........foi o SOL que me entrou na alma!
 

Eu nunca trocaria meus amigos surpreendentes, a minha vida, a minha amada familia por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais amável para mim, e menos crítica de mim mesmo. Eu me tornei minha própria amiga .. Eu não me censuro por comer um biscoito extra, ou por não fazer a minha cama, ou para a compra de algo supérfluo

que eu não precisava, como uma escultura de cimento, mas que parece tão“avant garde” no meu pátio. Eu tenho direito de ser desarrumada, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento.

Quem me vai censurar se resolvo ficar a ler ou a jogar no computador até às quatro horas e dormir até ao meio dia? Eu dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos dos anos 60 e 70, e se eu, ao mesmo tempo, desejo chorar por um amor perdido ... Eu vou.
Vou andar na praia com um fato de banho excessivamente esticado sobre um corpo envelhecido, mergulhar nas ondas com abandono, se eu quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros no jet set.

Eles, também, vão envelhecer.

Eu sei que às vezes me esqueço de algumas coisas. Mas há algumas coisas na vida que devem ser esquecidas. Eu recordo-me  das coisas importantes.

Claro, ao longo dos anos meu coração foi quebrado. Como não pode quebrar o

seu coração quando perde um ente querido, ou quando uma criança sofre, ou mesmo quando algum amado animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão força, compreensão e compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser imperfeito.
Eu sou tão abençoada por ter vivido o suficiente para ter os

meus cabelos grisalhos, e ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos no meu rosto.
Muitos nunca riram, muitos morreram antes de os

seus cabelos virarem prata.
Conforme você envelhece, é mais fácil ser positivo. Você preocupa-se

menos com o que os outros pensam. Eu já

não me questiono.
Eu ganhei o direito de estar errada

. Assim, para responder à

sua pergunta, eu gosto de ser idosa. A idade libertou-me

. Eu gosto da pessoa em

que me tornei. Eu não vou viver para sempre, mas enquanto eu ainda estou aqui, não vou perder tempo a lamentar

o que poderia ter sido, ou a preocupar-me

com o que será. E eu vou comer sobremesa todos os dias (se me apetecer).
Que nossa amizade nunca se separe porque é directa do coração

 

 

domingo, 20 de janeiro de 2013

O CARNAVAL




                                      

Não sou apreciadora do Carnaval! Nunca fui, nem em garota! Mas como neste momento se tornou numa data polémica, resolvi investigar........

 



Carnaval é uma festa originária da Grécia em  meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam  cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C.  É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval  havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX.  A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro  inspiraram-se no carnaval parisiense para implantar as suas  festas carnavalescas.

 

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma. A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.

 

Em geral, o carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas. Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados "gordos", em especial a terça feira.

O carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres. O Carnaval prolongava-se por sete dias na ruas, praças e casas da Antiga Roma, de 17 a 23 de dezembro. Todas as actividades e negócios eram suspensos neste período, os escravos ganhavam liberdade temporária para fazer o que em quisessem e as restrições morais eram relaxadas. As pessoas trocavam presentes, um rei era eleito por brincadeira e comandava o cortejo pelas ruas  e as tradicionais fitas de lã que amarravam aos pés da estátua do deus Saturno eram retiradas, como se a cidade o convidasse para participar da folia.

No período do Renascimento as festas que aconteciam  nos dias de carnaval incorporaram os baile de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao caráter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato atual.

 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

                                                                               2012
                                                                       OUTRAS FESYAS
                             ANIVERSÁRIOS DE JULHO A DEZEMBRO
                                                                      ANO 2012
                                 -ANIVERSÁRIOS DOS GARRAUS E OUTRAS FESTAS

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

EXPLICAÇÃO DEVIDA A QUEM ME ATURA




Quase exclusivamente, uso o facekook para colocar lá fotografias e vídeos da família, para que os mais novos conheçam familiares além dos Pais, se é que os conhecem bem. Declaro que não pretendo ser uma realizadora ou fotografa cinco estrelas. Pelo contrário, quase tudo neles está mal: ou a música não entra nos tempos devidos, ou as fotografias são péssimas, mas isso para mim não tem grande importância. O que me importa realmente é guardar o mais possível e de todas as maneiras, recordações da família a que todos nós, quer gostemos ou não, pertencemos. A conclusão que cheguei é que os velhos esquecem que foram já foi nova e não se preocuparam muito com a geração anterior à sua. Os jovens, esquecem-se que serão velhos, que os filhos vão debandar para outras famílias, e assim deve ser, que terão filhos que lhes darão alegrias e desgostos tal como eles deram aos pais. A velhice deu-me a sabedoria de compreender que não é por sermos filhos e pais biológicos que devemos amarmos uns aos outros. Há tantas coisas e acções a comandar esses sentimentos! É por isso que a Familia,para mim é tão importante. Rodeada de gente, os meus pais, duas avós, uma fada madrinha chamada Chicha, fui desde criança uma pessoa muito solitário e encontrei na Avó Maria, na sua simplicidade de mulher rural, uma maravilhosa compamheira.Também ela, rodeada de gente, não participava na sociedade tagarela e banal que se vivia no andar de baixo, mas estava tão cheia de recordações, dos seus tempos de criança, de rapariga, de mulher casada, subitamente vivendo num ambiente de luz, ruido, pessoas diferentes daquelas com quem tinha convívio até então, que nunca estava sozinha. Jamais construíra um muro à sua volta, isolando-a nos seu achaques-nos seus momentos de profundos desgostos, na saudade que sentia do passado. Ela vivia alegremente desse Passado. que só possuindo  uma família, mesmo que essa família não esteja  presente, relembrando os dias em que nos sentimos felizes e os outros em que pensámos que nada nos restava e no fim surgiu  algo que nos renovou a esperança, a maneira como soubemos armazenar tudo isso, para termos sempre algo que nos conforte na solidão. E como duas cúmplices, eu perguntando, ele contando, foi assim que fiquei com esta mania de guardar tudo o que possa sobre aqueles a quem pertenço. Eu não quero ser um individuo, embora desde alguns tenha tentado ser uma Pessoa. Mas eu nunca serei nada se não aceitar que tudo o que sou, com exceção dos meus prorios”eus” devo aos meus antepassados à minha  Familia.
Pretendo deixar aos meus filhos, aos meus netos, aos meus bisnetos, um abundante capital da sua história. Muitos avisam-me: mas tu pensas que eles vão liar alguma coisa a isso? Se não ligarem paciência Além disso tenho-me divertido tanto a escrever aqui, no meu blogue, em fazer,mal ou bem os vídeos dos acontecimentos nos quais parte da família tem participado,que”tudo vale a pena quando a alma não é pequena.
Mas receio muito que o Blogue dos Garraus, o Garrau Grupo ,a Confraria dos Pássaros Garraus, vá acabar como começou: com  A gazeta dos GarrausPrincipalmente porque eu e a ana gostamos muito de a fazer e divertimo-nos imenro com os episódios desesperantes e cómicos que temos que vencer em certas ocasiões

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sexalescentes


Se estivermos atentos, podemos notar que está a aparecer uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade, os sexalescentes : é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque

simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.   Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se. Este novo grupo humano que hoje ronda os sessenta teve uma vida razoavelmente satisfatória. São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram há muito a actividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida.

  Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em reformar-se. E os que já se reformaram gozam plenamente cada dia sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro quer num, quer na outra. Disfrutam a situação, porque depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, falhanços e sucessos, sabe bem olhar para o mar sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar... Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e activas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar.   Esta mulher sexalescente sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude em que eram tantas as mudanças, parou e reflectiu sobre o que na realidade queria. Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas... Mas cada uma fez o que quis : reconheçamos que não foi fácil, e no entanto continuam a fazê-lo todos os dias. Algumas coisas podem dar-se por adquiridas.   Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos"sessenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos - mandam e-mails com as suas notícias, ideias e vivências. De uma maneira geral estão satisfeitos com o seu estado civil e quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais.   Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos.

Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflecte, toma nota, e parte para outra... Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza ; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um fato Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.   Hoje, as pessoas na década dos sessenta, como tem sido seu costume ao longo da sua vida, estão a estrear uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos e agora já não o são. Hoje estão de boa saúde, física e mental, recordam a juventude mas sem nostalgias parvas, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas. Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprias...